
Este sensor flexível pode mudar a forma como monitorizamos áreas florestais, com um contexto útil para um colega que acompanha inovações em prevenção de desastres.

Autocolante deteta fogo antes de se alastrar Fluxo da história e fatos principais
Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sensor flexível semelhante a um autocolante capaz de detetar incêndios florestais na fase de ignição. O dispositivo, descrito na revista Science Advances, é aplicado diretamente em árvores ou estruturas industriais e atua como um sistema de alerta precoce. Ao detetar radiação ultravioleta profunda (DUV) emitida imediatamente após a ignição, o sensor consegue identificar fogos antes que se propaguem, diferenciando a radiação das chamas da luz solar — o que reduz falsos alarmes. Os dados são enviados via Bluetooth para um sistema com inteligência artificial que analisa o tipo de combustão, intensidade das chamas e localização aproximada do foco. Testes mostraram que o dispositivo distingue chamas de diferentes fontes, como gás natural, butano e etanol. Com estrutura flexível, adapta-se a superfícies irregulares como cascas de árvores e folhas, permitindo monitorização contínua em áreas florestais. Em testes prolongados, manteve desempenho estável por mais de 180 dias sob variações de temperatura e humidade. Os investigadores acreditam que esta combinação de sensores UV e IA pode transformar a prevenção de incêndios, permitindo respostas mais rápidas e eficazes.
Fatos
- Um sensor flexível semelhante a um autocolante foi desenvolvido para detetar incêndios na fase de ignição.
- O dispositivo identifica radiação ultravioleta profunda (DUV) das chamas e distingue-a da luz solar, evitando falsos alarmes.
- Os dados são transmitidos via Bluetooth para um sistema com IA que analisa tipo de combustão, intensidade e localização do fogo.
- O sensor foi testado com sucesso em superfícies irregulares como cascas de árvores e manteve desempenho estável por mais de 180 dias.
- A tecnologia foi publicada na revista Science Advances por uma equipa internacional de investigadores.
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