Ilustração de um profissional de RH a integrar dados, IA e liderança em um painel digital, simbolizando a transformação da função.
Ilustração de um profissional de RH a integrar dados, IA e liderança em um painel digital, simbolizando a transformação da função.

A transformação do RH vai além da tecnologia — é sobre alinhar pessoas e estratégia, um contexto útil para um colega que lidera mudanças organizacionais.

RH está em transformação com IA e dados Fluxo da história e fatos principais

Um novo estudo da BCG, com mais de sete mil líderes de RH em 115 mercados, revela que a função de Recursos Humanos está a deixar de ser operacional para se tornar um motor direto de valor e transformação empresarial. Em Portugal, 59% das empresas já colocam a estratégia de pessoas como prioridade, mas enfrentam um fosso entre ambição e execução. Apesar do avanço, muitas organizações ainda carecem de capacidades críticas como people analytics, arquitetura de dados de RH, planeamento estratégico da força de trabalho e integração de IA generativa.

A transformação digital está a exigir novos perfis dentro das equipas de RH — como especialistas em dados, engenheiros de processos e gestores de mudança — e um novo modelo operativo. O tradicional modelo Ulrich está a ser complementado com equipas ágeis, plataformas centralizadas com IA e uma organização centrada nas jornadas do colaborador. Estima-se que a adoção de GenAI possa gerar ganhos de produtividade de 20-40% em tarefas de RH, mas apenas 31% do orçamento de IA é alocado a upskilling, revelando um fosso entre discurso e investimento.

O estudo destaca quatro "power moves" para CHROs: liderar a transformação digital e de IA na função, construir capacidades futuras de liderança e força de trabalho, entregar valor de negócio através de RH e ancorar a mudança com consistência. Em Portugal, a atração de talento ainda é competitiva por fatores como qualidade de vida, mas limites estruturais em salários e progressão de carreira exigem propostas de valor mais completas. O verdadeiro diferencial já não é a marca empregadora, mas a capacidade de orquestrar um sistema integrado de talento — desde sourcing até desenvolvimento contínuo.

Fatos

  • O estudo da BCG incluiu 7.115 respostas de líderes de RH em 115 mercados.
  • 59% das empresas em Portugal consideram a estratégia de pessoas uma prioridade.
  • Estima-se que 55-75% das competências em funções-chave de RH serão disruptadas pela IA generativa.
  • Organizações líderes usam GenAI em RH com ganhos de produtividade de 20-25% no curto prazo.
  • Apenas 31% do orçamento de IA é alocado a upskilling, apesar de 44% dos CEOs afirmarem que a força de trabalho já foi capacitada.
  • CHROs devem focar em quatro 'power moves': transformação digital, capacidades futuras, valor de negócio e mudança consistente.

Explicação visual de notícias do Canto. Ferramentas de IA podem apoiar a produção. Política editorial