
Um passo concreto na matriz energética nacional, com implicações claras para um colega que acompanha políticas de combustíveis e energia.

Governo quer mais etanol na gasolina Fluxo da história e fatos principais
O governo federal anunciou que vai propor ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%. A proposta será discutida em uma reunião do CNPE marcada para ocorrer nos próximos 15 dias. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os estudos técnicos permitem essa ampliação, que já foi reivindicada pelo setor sucroenergético. A medida está alinhada à Lei do Combustível do Futuro e busca fortalecer a segurança energética nacional.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, elevar a mistura para 32% pode evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina. Representantes do setor destacaram que o etanol custa em média R$ 2,40 a menos por litro que a gasolina, o que poderia gerar economia direta para os consumidores. Nos últimos três meses, a diferença de preços entre os combustíveis já teria gerado uma economia de R$ 2 bilhões.
A indústria defende a mudança como estratégica, tanto para reduzir a dependência de combustíveis importados quanto para impulsionar a produção nacional de biocombustíveis. O presidente da Única, Evandro Gussi, afirmou que a viabilidade técnica do E32 já foi comprovada em testes anteriores. A decisão final caberá ao CNPE, que ainda precisa deliberar sobre a proposta nas próximas semanas.
Fatos
- O governo federal vai propor ao CNPE elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%.
- A reunião do CNPE para discutir a mudança será convocada nos próximos 15 dias.
- A medida pode evitar a importação de 450 milhões de litros de gasolina, segundo o Ministério de Minas e Energia.
- O etanol custa em média R$ 2,40 a menos por litro que a gasolina, o que pode beneficiar diretamente o consumidor.
- A viabilidade técnica do E32 já foi comprovada em testes anteriores, segundo representantes do setor.
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