Ilustração de um deserto árido com montanhas ao fundo, representando o Atacama, com linhas do tempo indicando 45 milhões de anos de aridez.
Ilustração de um deserto árido com montanhas ao fundo, representando o Atacama, com linhas do tempo indicando 45 milhões de anos de aridez.

O Atacama pode ter 45 milhões de anos de aridez contínua, um contexto útil para um colega que acompanha mudanças climáticas longas.

Atacama pode ter 45 milhões de anos Fluxo da história e fatos principais

O Deserto do Atacama, no norte do Chile, pode ser muito mais antigo do que se acreditava. Um estudo publicado na Nature Communications em maio de 2026, conduzido por pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, indica que o núcleo hiperárido da região já apresentava condições extremas de secura há cerca de 45 milhões de anos, durante o Eoceno Médio ao Superior. Isso desafia a visão anterior de que a aridez extrema começou entre 10 e 20 milhões de anos atrás, no Mioceno.

Os cientistas usaram a técnica de datação por nuclídeos cosmogênicos, analisando 135 amostras de quartzo com foco em Neônio-21 e Berílio-10. Os níveis recordes de Neônio-21 encontrados indicam que as rochas permaneceram praticamente inalteradas por dezenas de milhões de anos, graças à quase ausência de erosão em áreas com menos de 2 mm de chuva por ano.

O estudo aponta que o resfriamento global após o Ótimo Climático do Eoceno Inicial (EECO) foi o principal fator para o estabelecimento da hiperaridez, mais do que a formação da Cordilheira dos Andes ou a Corrente de Humboldt, que teriam papel secundário na intensificação e expansão do deserto. A aridez evoluiu de forma desigual na região, mostrando influência de fatores locais.

Fatos

  • Estudo da Universidade de Colônia indica que o núcleo hiperárido do Atacama tem cerca de 45 milhões de anos.
  • Pesquisa foi publicada na Nature Communications em 20 de maio de 2026.
  • Técnica de datação por nuclídeos cósmicos analisou 135 amostras de quartzo com foco em Neônio-21 e Berílio-10.
  • Condições hiperáridas surgiram no Eoceno Médio ao Superior, não no Mioceno como se acreditava.
  • O resfriamento global após o Ótimo Climático do Eoceno Inicial (EECO) é apontado como causa principal da aridez.
  • A Cordilheira dos Andes e a Corrente de Humboldt teriam papel secundário na intensificação do deserto.

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