
Um predador de 1 metro antes dos dinossauros, com um contexto útil para um amigo que acompanha a evolução da vida na Terra.

Escorpião de 1 metro viveu antes dos dinossauros Fluxo da história e fatos principais
Cientistas identificaram um fóssil de escorpião gigante com cerca de 415 milhões de anos encontrado na Inglaterra, redefinindo o entendimento sobre os primeiros predadores terrestres. Batizado de Praearcturus gigas, o aracnídeo media mais de um metro e viveu no período Devoniano Inferior, muito antes do surgimento dos dinossauros. Na época, os vertebrados ainda não haviam saído da água, o que permitiu que esse escorpião se tornasse um dos maiores predadores do ambiente terrestre primitivo.
A análise foi feita pela comparação com outro fóssil ancestral, o Eramoscorpius, encontrado no Canadá em 2015. Os pesquisadores identificaram características anatômicas comuns, como o esterno triangular com sulco central, confirmando que o Praearcturus é um escorpião. O estudo, publicado na revista Palaeontology, mostra que a ausência de concorrência permitiu o crescimento desse predador em um ambiente com pouca biomassa.
O coautor Greg Edgecombe destacou que os escorpiões descendem de um ancestral que já respirava ar, apesar de terem hábitos anfíbios. Evidências em North Somerset indicam que a espécie pode ter persistido por mais 40 milhões de anos, mas novos fósseis são necessários para confirmar essa longevidade. A descoberta ajuda a entender como a vida se adaptou na transição entre ambientes aquáticos e terrestres.
Fatos
- Pesquisadores descobriram o fóssil do Praearcturus gigas, um escorpião de mais de um metro que viveu há 415 milhões de anos no Reino Unido.
- O estudo foi publicado na revista Palaeontology em 2 de junho de 2026 e liderado pelo pesquisador Richie Howardabre.
- O Praearcturus viveu no período Devoniano Inferior, antes dos vertebrados saírem da água, o que permitiu seu crescimento sem concorrência.
- A identificação como escorpião foi confirmada pela comparação com o fóssil canadense Eramoscorpius, com estrutura esternal semelhante.
- Evidências em North Somerset sugerem que a espécie pode ter persistido por mais 40 milhões de anos, mas novos fósseis são necessários para confirmação.
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