Gráfico mostrando inflação nos EUA em 4,2% e impacto no câmbio brasileiro, com dólar acima de R$ 5,20 e Selic em 14,50%
Gráfico mostrando inflação nos EUA em 4,2% e impacto no câmbio brasileiro, com dólar acima de R$ 5,20 e Selic em 14,50%

A inflação nos EUA em 4,2% dificulta cortes na Selic, um contexto útil para um colega investidor que acompanha o cenário macro.

Inflação nos EUA pressiona juros no Brasil Fluxo da história e fatos principais

A inflação nos Estados Unidos subiu 4,2% em maio, o maior patamar em três anos, impulsionada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, especialmente no preço dos combustíveis. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,2% no mês, mostrando pressões mais contidas fora do setor energético. O resultado reforça a expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros elevados por mais tempo, o que aumenta a pressão sobre mercados emergentes, incluindo o Brasil.

No cenário doméstico, a perspectiva de juros altos nos EUA reduz o espaço para cortes na taxa Selic pelo Copom. Analistas já ajustaram suas projeções, com o BTG Pactual, Itaú e XP revisando para cima suas estimativas. O mercado agora espera que a Selic permaneça em 14,50% na próxima reunião, com pouca margem para alívio no curto prazo.

A volatilidade cambial também aumentou, com o dólar chegando a R$ 5,22 antes de recuar. A saída de capital de emergentes em direção a ativos mais seguros, como os Treasuries americanos, pressiona o real. Especialistas destacam que a sinalização do Banco Central sobre cautela e dependência de um cenário externo mais favorável será tão importante quanto a decisão em si.

Fatos

  • A inflação nos EUA subiu 4,2% em maio de 2026, o maior índice em três anos.
  • O núcleo da inflação subiu 0,2% no mês e 2,9% no acumulado de 12 meses.
  • O barril do Brent subiu 2,72%, para US$ 93,46, após os dados.
  • O Ibovespa caiu 0,78% e o dólar chegou a R$ 5,22 no Brasil.
  • O Copom deve manter a Selic em 14,50% na próxima reunião.
  • BTG Pactual, Itaú e XP revisaram para cima suas projeções de Selic em 2026.

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