
A escalada no Monte do Templo merece atenção, especialmente para um colega que acompanha os desdobramentos na Cidade Velha.

Invasão em Al-Aqsa e plano para templo judaico Fluxo da história e fatos principais
Na manhã de 14 de maio de 2026, autoridades israelenses realizaram uma incursão em massa no complexo da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, antes da tradicional 'Marcha das Bandeiras'. O ministro da Segurança Interna, Itamar Ben-Gvir, foi visto hasteando a bandeira israelense e celebrando no local, enquanto parlamentares como Yitzhak Kroizer e Ariel Kallner participaram da ação sob proteção policial. Durante o evento, Kroizer declarou nas redes sociais que era hora de remover todas as mesquitas e construir um templo judaico no Monte do Templo.
As forças israelenses bloquearam o acesso de fiéis palestinos à mesquita, permitindo entrada apenas para homens acima de 60 anos e mulheres acima de 50 anos. Segundo o Middle East Eye, cerca de 620 israelenses invadiram o local enquanto lojas palestinas eram forçadas a fechar e moradores, confinados em casa. Relatos indicam que fiéis foram revistados, tiveram documentos confiscados e sofreram agressões físicas.
A Mesquita Al-Aqsa é o terceiro local mais sagrado do Islã, situado no que os judeus chamam de Monte do Templo. O status quo religioso, reconhecido internacionalmente, garante que o local seja administrado exclusivamente pelo Waqf Islâmico e reservado para culto muçulmano. No entanto, as invasões israelenses se tornaram frequentes — apenas em abril de 2026, houve mais de 30 episódios. A escalada de maio de 2026 representa uma ruptura simbólica e prática com esse entendimento histórico.
Fatos
- Em 14 de maio de 2026, autoridades israelenses invadiram a Mesquita Al-Aqsa em Jerusalém Oriental antes da 'Marcha das Bandeiras'.
- O ministro Itamar Ben-Gvir e parlamentares Yitzhak Kroizer e Ariel Kallner participaram da incursão sob proteção policial.
- Forças israelenses bloquearam o acesso de fiéis palestinos, permitindo apenas homens acima de 60 anos e mulheres acima de 50 anos.
- Cerca de 620 israelenses entraram no local, enquanto fiéis muçulmanos relataram agressões e revistas.
- Yitzhak Kroizer afirmou nas redes sociais que 'chegou a hora de nos livrarmos de todas as mesquitas e construir o Templo!'.
- O status internacional reconhece Al-Aqsa como local exclusivamente muçulmano, administrado pelo Waqf Islâmico.
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