Ilustração de uma máquina ferroviária de grande porte, com detalhes técnicos visíveis, a trabalhar sobre carris durante a noite, com o logótipo do Metropolitano de Lisboa ao fundo.
Ilustração de uma máquina ferroviária de grande porte, com detalhes técnicos visíveis, a trabalhar sobre carris durante a noite, com o logótipo do Metropolitano de Lisboa ao fundo.

A nova Esmeralda trabalha à noite para manter os carris em forma, um avanço técnico com impacto direto para quem usa o Metro todos os dias — útil contexto para um colega que acompanha infraestruturas urbanas.

Nova máquina do Metro corrige desgaste dos carris Fluxo da história e fatos principais

O Metropolitano de Lisboa recebeu uma nova esmeriladora, apelidada de Esmeralda, após 50 anos sem renovação deste tipo de equipamento. A cerimónia de entrega ocorreu no Parque de Material e Oficinas das Calvanas, em Lisboa, e contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. O novo equipamento, que representa um investimento de cerca de oito milhões de euros, vai operar fora do horário comercial para não interromper o serviço, dedicando-se à manutenção preventiva dos carris.

A função principal da esmeriladora é corrigir o desgaste natural dos trilhos causado pela circulação diária dos comboios. Este tipo de manutenção é essencial para garantir a segurança, fiabilidade e conforto dos passageiros. A presidente do conselho de administração do ML, Cristina Vaz Tomé, destacou que, embora os passageiros raramente vejam a máquina em ação, o seu impacto é sentido todos os dias na qualidade da operação.

O ministro Miguel Pinto Luz aproveitou a ocasião para defender a necessidade de reduzir a burocracia no setor das infraestruturas, sublinhando que o país precisa de superar entraves artificiais para entregar valor. A aquisição insere-se num conjunto mais amplo de investimentos no Metro, que incluem a expansão da rede, modernização de comboios e atualização de sistemas de sinalização e segurança. A execução completa do plano de esmerilagem da rede atual deverá levar cerca de dois anos, ajustando-se às necessidades técnicas e operacionais da via-férrea.

Fatos

  • O Metropolitano de Lisboa recebeu uma nova esmeriladora chamada Esmeralda em junho de 2026.
  • O equipamento custou cerca de oito milhões de euros e substitui uma máquina de 1976.
  • A esmeriladora trabalha fora do horário comercial para corrigir o desgaste dos carris.
  • A presidente do ML, Cristina Vaz Tomé, destacou o impacto na segurança e conforto dos passageiros.
  • O ministro Miguel Pinto Luz defendeu a redução da burocracia em projetos de infraestrutura.
  • O plano completo de esmerilagem da rede deverá levar cerca de 24 meses.

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