
A descoberta sobre redes de atenção e controle cognitivo oferece contexto útil para um colega que acompanha neurociência ou educação.

Aprender idiomas envolve mais que a fala Fluxo da história e fatos principais
Pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong descobriram que aprender uma nova língua na vida adulta envolve redes cerebrais além das áreas tradicionalmente ligadas à linguagem. O estudo, publicado na revista Neurosci, analisou o cérebro de voluntários antes e durante uma semana de treinamento com uma língua artificial. A organização prévia das redes de atenção e controle cognitivo previu com mais precisão o desempenho no aprendizado do que as regiões clássicas da linguagem.
O cientista Gangyi Feng destacou que essas redes ajudam a focar em informações úteis, ajustar respostas com base em feedback e construir conhecimento ao longo do tempo. A equipe também identificou um marcador cerebral associado a uma melhor aquisição linguística, o que pode futuramente orientar métodos personalizados de ensino.
A pesquisa não sugere que a capacidade de aprender idiomas seja predeterminada, mas ajuda a explicar por que diferentes pessoas se beneficiam de abordagens distintas. Os resultados abrem caminho para entender as condições neurais que favorecem um aprendizado mais eficaz, especialmente em adultos.
Fatos
- A pesquisa foi conduzida por Gangyi Feng, da Universidade Chinesa de Hong Kong, e publicada em 15 de junho de 2026 na revista Neurosci.
- O estudo usou escaneamento cerebral antes e durante o aprendizado de uma língua artificial por voluntários adultos ao longo de uma semana.
- Redes de atenção e controle cognitivo foram preditores mais fortes de sucesso no aprendizado do que as áreas tradicionais da linguagem.
- Um marcador cerebral associado a melhor aprendizagem foi identificado, sugerindo caminhos para métodos personalizados.
- A descoberta ajuda a explicar por que algumas pessoas se beneficiam mais de certos tipos de treinamento linguístico.
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