Ilustração de um escudo digital sobre os Paços do Concelho da Guarda, com alertas de ciberataque ao fundo.
Ilustração de um escudo digital sobre os Paços do Concelho da Guarda, com alertas de ciberataque ao fundo.

O município ainda se recupera do ciberataque de fevereiro, com um plano de modernização que pode interessar a um colega que acompanha gestão pública e tecnologia.

Guarda reforça cibersegurança após ataque Fluxo da história e fatos principais

A Câmara Municipal da Guarda lançou um novo concurso público para a aquisição e implementação de infraestruturas de cibersegurança, após o anterior ter ficado deserto. O ataque informático ocorrido em 12 de fevereiro afetou gravemente os sistemas do município, interrompendo serviços essenciais, como os processos urbanísticos. O novo procedimento, publicado no Diário da República, tem um preço-base de 423.655 euros mais IVA e um prazo de execução de 36 meses. As propostas devem ser apresentadas até 2 de julho.

O presidente da autarquia, Sérgio Costa, confirmou que o município precisa investir cerca de dois milhões de euros para repor e modernizar os seus sistemas informáticos, mas enfrenta dificuldades em encontrar financiamento adequado. A falta de verbas já obrigou à suspensão de prazos em processos urbanísticos, situação que permanece sem resolução quatro meses após o ataque.

O concurso surge num contexto mais amplo de investigação judicial, já que o ciberataque ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária realizou buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal. A autarquia espera que desta vez o concurso seja bem-sucedido para garantir a recuperação plena dos serviços digitais e reforçar a resiliência cibernética a longo prazo.

Fatos

  • A Câmara da Guarda lançou um novo concurso público com preço-base de 423.655 euros mais IVA para reforçar a cibersegurança após um ataque em 12 de fevereiro.
  • O prazo para apresentação de propostas termina em 2 de julho de 2026, às 17h00.
  • O primeiro concurso falhou por falta de propostas, e o município estima precisar de dois milhões de euros para modernizar os sistemas.
  • O ataque ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária fez buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal.
  • A autarquia ainda não retomou plenamente os serviços, incluindo prazos em processos urbanísticos.

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