Ilustração de dois jovens recém-formados, um homem e uma mulher, segurando contratos de trabalho com valores diferentes, simbolizando a diferença nas expectativas salariais de gênero em Portugal.
Ilustração de dois jovens recém-formados, um homem e uma mulher, segurando contratos de trabalho com valores diferentes, simbolizando a diferença nas expectativas salariais de gênero em Portugal.

A diferença nas expectativas salariais entre homens e mulheres ao entrar no mercado é clara, útil contexto para um colega que acompanha carreiras jovens.

Elas esperam ganhar menos ao sair da faculdade Fluxo da história e fatos principais

Um estudo com 5.499 estudantes e recém-formados em Portugal revela que jovens mulheres esperam salários significativamente mais baixos que os homens ao entrar no mercado de trabalho. A média das expectativas salariais das mulheres é de 1261 euros por mês, enquanto os homens apontam 1412 euros — uma diferença de 12%. Este abismo reflete uma realidade já consolidada: dados oficiais de 2023 mostram que, no início da carreira, mulheres ganhavam em média 1162,7 euros contra 1322 euros dos homens.

O estudo, da consultora Magma Studio, ouviu principalmente estudantes de Gestão e Tecnologia, com 57% das respostas vindas de mulheres. A diferença nas expectativas cresceu em relação à edição anterior, quando era de 9,3%. Isso indica que a percepção de desigualdade está se consolidando entre as novas gerações.

Além das expectativas salariais, o estudo mostra que 75% dos jovens preferem o regime híbrido de trabalho. Quanto ao futuro, 17% consideram emigrar por melhores salários, oportunidades e qualidade de vida. Entre as principais preocupações estão o custo de vida, a instabilidade económica e o acesso à habitação.

Fatos

  • Homens esperam ganhar em média 1412 euros no primeiro emprego, enquanto mulheres esperam 1261 euros, uma diferença de 12%.
  • Em 2023, o gap salarial no início da carreira era de 12,1%, com homens a ganhar 1322 euros e mulheres 1162,7 euros.
  • O estudo EMIP ouviu 5499 estudantes e recém-formados, com predominância em Gestão e Tecnologia.
  • 75% dos jovens preferem regime híbrido, 19% presencial e 6% teletrabalho total.
  • 17% dos entrevistados consideram emigrar por melhores salários, oportunidades e qualidade de vida.

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