Ilustração de um robô com bandeira europeia a olhar para um horizonte com torres de data centers nos EUA e na Ásia, enquanto Portugal aparece ao fundo com engenheiros a embarcar em aviões.
Ilustração de um robô com bandeira europeia a olhar para um horizonte com torres de data centers nos EUA e na Ásia, enquanto Portugal aparece ao fundo com engenheiros a embarcar em aviões.

A corrida pela liderança em IA avança depressa, e quem acompanha o setor vai querer ver como os desafios de retenção e burocracia moldam o futuro das startups.

Europa atrasa-se na corrida da IA Fluxo da história e fatos principais

O diretor executivo da Startup Portugal, Miguel Aguiar, afirmou durante o Web Summit Rio que a Europa está a ficar para trás no desenvolvimento e adoção de inteligência artificial, especialmente quando comparada com os Estados Unidos e partes da Ásia. Apesar do investimento crescente em data centers, soberania digital e formação de talento, o continente enfrenta desafios estruturais como burocracia elevada e um regime fiscal pouco atrativo para inovação. Em Portugal, a saída de engenheiros qualificados para o exterior continua a ser um problema crítico, mesmo com esforços para atrair talento de fora.

Aguiar destacou que o país tem potencial para ganhar maior visibilidade no mapa global da IA, mas apenas se houver uma aceleração real na criação de condições favoráveis para startups escaláveis. A retenção de talento é apontada como um dos pilares essenciais, já que muitos jovens formados em engenharia optam por carreiras no estrangeiro. Ao mesmo tempo, há um paradoxo: Portugal exporta e importa talento técnico, o que revela falhas no ecossistema local.

O Web Summit Rio, onde a Startup Portugal levou 27 startups financiadas com capital público, serve como plataforma de visibilidade internacional. O objetivo declarado é criar empresas capazes de entregar valor real aos consumidores, em mercados como Portugal, Brasil ou outros países. Ainda assim, Aguiar reconhece que o progresso está a ser mais lento do que o necessário, exigindo mudanças estruturais para acelerar a inovação.

Fatos

  • Miguel Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, afirmou que a Europa está a ficar para trás no desenvolvimento de IA durante o Web Summit Rio em 2026.
  • A retenção de talento técnico em Portugal é um desafio, com muitos engenheiros a optarem por carreiras no estrangeiro.
  • Apesar do investimento em data centers, soberania digital e formação, Aguiar considera que a Europa avança mais devagar do que deveria.
  • A Startup Portugal levou 27 startups ao Web Summit Rio, evento apoiado por capital público.
  • Burocracia elevada e impostos altos são apontados como barreiras ao crescimento do ecossistema tecnológico nacional.

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