Retrato estilizado de Marjane Satrapi com fundo em preto e branco, inspirado no traço de Persepolis, ao lado de uma imagem emoldurada de Mattias Ripa
Retrato estilizado de Marjane Satrapi com fundo em preto e branco, inspirado no traço de Persepolis, ao lado de uma imagem emoldurada de Mattias Ripa

A perda de Marjane Satrapi ecoa além da arte, com um contexto útil para um colega que acompanha o impacto de vozes dissidentes na cultura.

Marjane Satrapi morreu de tristeza Fluxo da história e fatos principais

Marjane Satrapi, a renomada autora franco-iraniana da graphic novel Persepolis, faleceu aos 56 anos. Segundo familiares e amigos citados pela AFP, ela morreu de tristeza pouco mais de um ano após a morte do marido, Mattias Ripa, produtor e ator sueco que faleceu em abril de 2025. O casal conheceu-se em Estrasburgo, durante um intercâmbio universitário, e tornou-se uma dupla criativa e afetiva central na vida um do outro.

Satrapi ganhou reconhecimento mundial com Persepolis, obra autobiográfica que retrata sua infância e juventude no Irão pós-revolução islâmica de 1979. Publicada entre 2000 e 2003, a série foi adaptada ao cinema em 2007, conquistando o Prémio do Júri no Festival de Cannes e uma nomeação ao Oscar de Melhor Filme de Animação em 2008. Outra obra-prima, Poulet aux Prunes (Frango com Ameixas), também foi adaptada para o cinema e premiada em Angoulême.

Crítica contundente do regime iraniano, Satrapi recusou em 2025 a condecoração com a Ordem Nacional da Legião de Honra de França, por discordar da política de vistos que impedia dissidentes iranianos de entrarem no país. Em fevereiro de 2026, anunciou a criação da Fundação Mattias e Marjane Ripa-Satrapi, voltada para apoiar estudantes estrangeiros em Paris. Seu legado permanece como um farol de resistência artística e política.

Fatos

  • Marjane Satrapi morreu aos 56 anos em junho de 2026, um ano após a morte do marido Mattias Ripa.
  • Mattias Ripa, produtor e ator sueco, faleceu em 8 de abril de 2025.
  • Persepolis, sua obra mais conhecida, foi adaptada ao cinema em 2007 e nomeada ao Oscar de Melhor Animação.
  • Em 2025, Satrapi recusou a Legião de Honra francesa por discordar da política de vistos para iranianos.
  • Em fevereiro de 2026, foi anunciada a Fundação Mattias e Marjane Ripa-Satrapi para apoiar estudantes estrangeiros em Paris.

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