
O aumento de 900% nos níveis de PFAS em renas isoladas no Ártico é um alerta silencioso, com contexto útil para um colega que acompanha os impactos invisíveis da poluição global.

Químicos eternos em renas do Ártico Fluxo da história e fatos principais
Um estudo liderado pelo Centro Universitário de Svalbard e pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia descobriu níveis alarmantes de substâncias perfluoroalquiladas (PFAS), conhecidas como 'químicos eternos', em renas da subespécie Rangifer tarandus platyrhynchus, nativas do remoto arquipélago ártico de Svalbard. Apesar do isolamento geográfico, os níveis desses poluentes persistentes aumentaram mais de 900% na última década, passando de uma média de 0,6 para 5,48 nanogramas por grama em tecidos animais.
As amostras foram coletadas a partir de pêlos, fezes, músculos e fígados de renas, com autorização científica, e revelam que nem mesmo ecossistemas intocados estão a salvo da disseminação global de toxinas industriais. Embora poluentes como o DDT já tenham sido detectados anteriormente em predadores de topo no Ártico, o fato de renas — herbívoras — apresentarem tais concentrações levanta novas perguntas sobre as rotas de contaminação.
A cientista Malin Andersson Stavridis, autora principal do estudo, afirma que as medições foram tão altas que chegou a duvidar dos resultados. A origem exata desse aumento acentuado ainda é um mistério, mas a descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre como esses compostos se espalham pelo planeta e por que estão se acumulando em áreas aparentemente preservadas.
Fatos
- Estudo liderado pelo Centro Universitário de Svalbard e pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia detectou altos níveis de PFAS em renas da subespécie Rangifer tarandus platyrhynchus.
- Os níveis de 'químicos eternos' nas renas aumentaram mais de 900% na última década, de 0,6 para 5,48 nanogramas por grama.
- As amostras foram coletadas de pêlos, fezes, músculos e fígados com autorização científica e apoio do governador de Svalbard.
- O estudo foi publicado na revista 'Environmental Science & Technology'.
- A cientista Malin Andersson Stavridis passou quatro anos no arquipélago e chegou a duvidar dos resultados devido à magnitude das leituras.
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