Ilustração de uma rede de filamentos subterrâneos ligando raízes de plantas, com fungos e solo em tons de marrom e verde escuro, destacando a escala microscópica e a conexão global.
Ilustração de uma rede de filamentos subterrâneos ligando raízes de plantas, com fungos e solo em tons de marrom e verde escuro, destacando a escala microscópica e a conexão global.

Esta rede microscópica move carbono em escala planetária, um contexto útil para um colega que acompanha soluções climáticas além das florestas e oceanos.

A rede viva debaixo dos nossos pés Fluxo da história e fatos principais

Cientistas mapearam pela primeira vez a vasta rede subterrânea de fungos que atravessa o planeta, estimada em cerca de 110 biliões de quilómetros. Essa malha microscópica, formada por hifas de fungos micorrízicos, funciona como um sistema circulatório natural, ligando plantas, solos e ciclos de carbono. A investigação, liderada pela SPUN (Sociedade para a Proteção de Redes Subterrâneas), mostra que esta rede transporta cerca de quatro mil milhões de toneladas de dióxido de carbono para o solo anualmente — o equivalente a 11% das emissões diretas da atividade humana. Cada colher de chá de terra pode conter até 10 metros dessa estrutura viva, essencial para a troca de nutrientes entre fungos e plantas.

Fatos

  • A rede global de fungos subterrâneos tem cerca de 110 biliões de quilómetros de extensão.
  • Essa rede transporta cerca de 4 mil milhões de toneladas de CO₂ para o solo por ano, o que equivale a 11% das emissões humanas diretas.
  • Em terras agrícolas, a densidade dessa rede é 47,3% menor do que em ecossistemas naturais.
  • Cada colher de chá de solo pode conter até 10 metros de filamentos micorrízicos.
  • A investigação foi liderada pela SPUN e usou dados de campo, laboratório e aprendizagem automática para mapear a rede global.

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