
A anatomia dos espinossauros explica por que nunca dominaram o oceano, um contexto útil para um amigo que acompanha pré-história.

Por que dinossauros não dominaram o mar? Fluxo da história e fatos principais
Pesquisadores descobriram que espinossauros, um grupo de dinossauros semi-aquáticos do período Cretáceo, possuíam glândulas no crânio para expelir sal — uma adaptação importante para sobreviver em águas marinhas. No entanto, essas glândulas ficavam acima do crânio, diferentemente das encontradas em animais marinhos atuais, como iguanas marinhas, onde são protegidas pelos ossos da cabeça. Essa diferença anatômica pode ter tornado o sistema menos eficiente, limitando a capacidade do dinossauro de se manter em ambientes salgados.
O estudo, liderado por cientistas europeus com participação de um pesquisador brasileiro, foi publicado na revista Historical Biology em 22 de maio de 2026. A análise se baseou em fósseis que revelaram depressões acima dos olhos, indicando a presença da glândula. Apesar de terem caudas em forma de remo e dentes adaptados para pegar peixes, os espinossauros não conseguiram superar o desafio da salinidade.
Essa descoberta ajuda a explicar por que os dinossauros, em geral, permaneceram dominantes em ambientes terrestres e aéreos, enquanto répteis marinhos como ictiossauros e plesiossauros evoluíram separadamente para dominar os oceanos. A ineficiência na excreção de sal pode ter sido um fator decisivo. Novos estudos devem aprofundar como esses animais se adaptaram parcialmente à água, mas nunca se tornaram verdadeiramente marinhos.
Fatos
- Espinossauros tinham glândulas acima do crânio para expelir sal, segundo estudo publicado em 22 de maio de 2026 na revista Historical Biology.
- Essa estrutura era menos eficiente que a de iguanas marinhas, cujas glândulas ficam dentro do crânio, protegidas pelos ossos.
- A incapacidade de lidar com salinidade pode explicar por que dinossauros nunca dominaram ambientes marinhos.
- O estudo foi liderado por cientistas europeus com participação de um pesquisador brasileiro.
- Depressões nos fósseis acima dos olhos indicaram a presença das glândulas salinas.
- Andrea Cau, coautora do estudo, explicou que a posição das glândulas no espinossauro era um fator limitante.
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