Ilustração de um sistema binário na Via Láctea, com uma anã branca e uma anã vermelha orbitando-se rapidamente, emitindo pulsos regulares de ondas de rádio visíveis como arcos de energia ao redor das estrelas.
Ilustração de um sistema binário na Via Láctea, com uma anã branca e uma anã vermelha orbitando-se rapidamente, emitindo pulsos regulares de ondas de rádio visíveis como arcos de energia ao redor das estrelas.

Este sistema binário com pulsação a cada 84 minutos oferece um contexto útil para um colega que acompanha descobertas em astrofísica.

Descoberta a origem de um sinal misterioso na Via Láctea Fluxo da história e fatos principais

Cientistas identificaram a fonte de um misterioso sinal de rádio intermitente na Via Láctea, batizado de ASKAP J1745-5051. Contrariamente aos pulsares tradicionais, este objeto emite rajadas a cada 84 minutos, muito mais lentas do que os rápidos giros dos pulsares comuns. Após análise detalhada, descobriu-se que se trata de um sistema binário composto por uma anã branca e uma anã vermelha, orbitando-se completamente a cada 1 hora e 22 minutos — um dos pares mais próximos já observados.

A intensa gravidade da anã branca atrai matéria da companheira, canalizando o plasma através de fortes campos magnéticos. Quando a anã vermelha cruza o escudo magnético da companheira, acelera elétrons a velocidades relativísticas, gerando pulsos de rádio e raios-X. Esse mecanismo, semelhante ao de uma dinamo cósmica, explica os sinais periódicos detectados na Terra.

A descoberta redefine a compreensão dos chamados 'transientes de rádio de longo período' (LPTs), mostrando que pelo menos alguns desses fenômenos têm origem em binárias magnéticas em vez de estrelas de nêutrons ou magnetares. O estudo fornece evidências claras de que interações magnéticas extremas entre estrelas podem gerar sinais detectáveis a grandes distâncias, abrindo novas possibilidades para a radioastronomia.

Fatos

  • O objeto ASKAP J1745-5051 é um sistema binário composto por uma anã branca e uma anã vermelha.
  • Emite pulsos de rádio e raios-X a cada 84 minutos, com desaparecimento temporário explicado por ruptura magnética.
  • As duas estrelas completam uma órbita a cada 1 hora e 22 minutos, uma das mais rápidas já observadas.
  • A radiação é gerada pela interação magnética quando a anã vermelha cruza o campo da anã branca.
  • A descoberta foi publicada em 1 de junho de 2026 por Rose et al., ajudando a explicar fenômenos LPTs.

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