Ilustração de um exoplaneta com um lado incandescente e outro escuro, mostrando ventos quentes se movendo da luz para a sombra, com o Telescópio Espacial James Webb no espaço ao fundo.
Ilustração de um exoplaneta com um lado incandescente e outro escuro, mostrando ventos quentes se movendo da luz para a sombra, com o Telescópio Espacial James Webb no espaço ao fundo.

A descoberta revela como o calor extremo transforma atmosferas alienígenas, um contexto útil para um colega que acompanha avanços em astrofísica.

Primeiro olhar sobre amanhecer e anoitecer em mundo distante Fluxo da história e fatos principais

Cientistas usaram o Telescópio Espacial James Webb (JWST) para observar, pela primeira vez, diferenças entre as regiões de amanhecer e anoitecer em um exoplaneta distante. O objeto estudado foi WASP-121 b, um 'Júpiter ultraquente' que orbita muito próximo de sua estrela. Por estar travado em rotação, um lado do planeta está sempre iluminado, enquanto o outro permanece na escuridão. Essa configuração extrema permite estudar como o calor se redistribui na atmosfera de mundos fora do Sistema Solar.

Os dados, coletados com o instrumento NIRSpec do JWST, mostraram que a região do anoitecer é mais quente que a do amanhecer, devido a ventos que transportam calor do lado diurno para o noturno. Essa assimetria térmica faz com que a atmosfera se expanda nessa zona, alterando a forma como a luz estelar é absorvida. A observação confirmou previsões teóricas, mas também revelou limitações nos modelos atmosféricos atuais.

Além das variações térmicas, os pesquisadores detectaram mudanças químicas: o vapor d'água desaparece nas áreas mais quentes por causa da dissociação térmica, enquanto o monóxido de carbono permanece estável. A descoberta foi liderada por Cyril Gapp, do Instituto Max Planck de Astronomia, e publicada na revista Nature Astronomy em 10 de junho de 2026.

Fatos

  • O JWST detectou pela primeira vez diferenças entre as regiões de amanhecer e anoitecer no exoplaneta WASP-121 b.
  • A temperatura do lado iluminado chega a 2.770 K (~2.500 °C), enquanto o lado noturno fica em torno de 1.000 K (~725 °C).
  • A região do anoitecer é mais quente que a do amanhecer devido a ventos que redistribuem calor.
  • O vapor d'água desaparece nas áreas mais quentes por dissociação térmica, enquanto o monóxido de carbono permanece estável.
  • Os dados foram coletados com o instrumento NIRSpec durante um trânsito completo do planeta.
  • O estudo foi liderado por Cyril Gapp e publicado na Nature Astronomy em 10 de junho de 2026.

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