
O lançamento do Amália traz um passo concreto na soberania tecnológica em língua portuguesa, com um contexto útil para um colega que acompanha inovação na lusofonia.

Portugal lança modelo de IA em português Fluxo da história e fatos principais
O governo português anunciou o lançamento iminente do Amália, um modelo de inteligência artificial em língua portuguesa desenvolvido no âmbito da Agenda Nacional de IA. O projeto, com dois anos de duração e um investimento superior a 5 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), envolveu instituições como a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Superior Técnico, a Universidade de Coimbra, a do Porto, a do Minho e a Fundação para a Ciência e Tecnologia. O modelo foi treinado com dados em português europeu coletados até 2023, com foco em preservar nuances linguísticas, culturais e regionais do idioma.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, destacou que o Amália foi concebido para superar limitações de modelos em inglês ou chinês, que muitas vezes não capturam as especificidades do português. O modelo é aberto e pretende ser aprimorado em colaboração com países da lusofonia. A infraestrutura computacional utilizada inclui supercomputadores como o Mare Nostrum 5 (Espanha), o Deucalion (Portugal) e recursos da rede EuroHPC.
Inicialmente testado na primeira metade de 2025, o Amália será lançado até o fim de junho de 2026. O governo classificou o projeto como estratégico, com aplicações previstas no sistema educativo para apoiar alunos e professores com ferramentas localizadas. O próximo passo será a sua adoção e expansão no espaço lusófono, com envolvimento de outras instituições de ensino e pesquisa.
Fatos
- O modelo de IA Amália será apresentado até o fim de junho de 2026, conforme anunciado pelo ministro Fernando Alexandre.
- O projeto tem dois anos de duração e recebeu mais de 5 milhões de euros do Estado português com apoio do PRR.
- Amália foi desenvolvido por universidades portuguesas: Nova de Lisboa, IST, Coimbra, Porto, Minho, e a FCT.
- O modelo usa dados em português europeu coletados até 2023 e é treinado em supercomputadores como o Deucalion (PT) e Mare Nostrum 5 (ES).
- O objetivo é preservar nuances linguísticas e culturais do português e tornar o modelo acessível a todos os países da lusofonia.
- Uma versão de teste foi concluída na primeira metade de 2025, e o modelo final será aberto para aprimoramento colaborativo.
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