Ilustração de fragmentos de tecido de pepino-do-mar vivos em um tanque de água do mar, com células ativas e cicatrização em andamento.
Ilustração de fragmentos de tecido de pepino-do-mar vivos em um tanque de água do mar, com células ativas e cicatrização em andamento.

Um tecido que se reorganiza por anos fora do corpo oferece contexto útil para um colega que acompanha fronteiras da biologia.

Tecido vive 3 anos fora do corpo Fluxo da história e fatos principais

Pesquisadores da Universidade Memorial, no Canadá, descobriram que fragmentos de tecido do pepino-do-mar Psolus fabricii conseguem sobreviver por mais de três anos fora do corpo, mantendo funções biológicas essenciais. Em vez de se degradar rapidamente como tecidos animais comuns, esses fragmentos cicatrizam feridas, absorvem nutrientes diretamente da água do mar e mantêm atividade celular e imunológica. A equipe os apelidou de "tecidos zumbis" por existirem em um limbo entre vida e morte, sem serem organismos completos.

A descoberta surgiu por acaso, durante um experimento de rotina. Os fragmentos foram mantidos em tanques com água do mar natural, sem esterilização ou suporte artificial, e continuaram funcionais. Diferentemente de outras espécies de equinodermos testadas, Psolus fabricii mostrou longevidade e resistência incomuns, sem sinais de envelhecimento após anos.

Essa capacidade sugere mecanismos imunológicos e metabólicos altamente eficientes, ainda não compreendidos. A pesquisa, publicada na revista Science Advances, pode impactar áreas como medicina regenerativa e engenharia de tecidos, ao oferecer um modelo inédito de autonomia biológica. Ainda não se sabe qual seria a vantagem evolutiva desse fenômeno, mas ele desafia uma premissa central da biologia: a morte imediata de tecidos isolados.

Fatos

  • Fragmentos de tecido de Psolus fabricii sobreviveram por mais de três anos fora do corpo, segundo estudo da Universidade Memorial publicado em Science Advances em 2026.
  • Os tecidos mantiveram funções como cicatrização, divisão celular, absorção de nutrientes e defesa imunológica em água do mar não estéril.
  • A espécie Psolus fabricii é a única entre os equinodermos testados a mostrar essa longevidade em tecidos isolados.

Explicação visual de notícias do Canto. Ferramentas de IA podem apoiar a produção. Política editorial