
Carros feitos fora da Europa mas de 'parceiros de confiança' agora contam como locais, um ajuste útil para um colega que acompanha políticas comerciais verdes.

Carros do Japão, Coreia e Reino Unido viram 'Made in UE' Fluxo da história e fatos principais
A União Europeia está reformulando seu conceito de 'Made in Europe' para incluir veículos elétricos produzidos no Reino Unido, Japão e Coreia do Sul, mesmo que esses países estejam geograficamente distantes ou não façam parte do bloco. A mudança está ligada ao novo 'Industrial Accelerator Act', proposta pela Comissão Europeia para fortalecer a competitividade industrial, acelerar a transição energética e combater o que considera concorrência desleal da China no setor automotivo.
A nova regra exige que carros sejam fabricados na Europa e tenham 70% de componentes locais (exceto baterias) para serem considerados europeus. No entanto, veículos de países classificados como 'parceiros de confiança' — como o Reino Unido, Japão e Coreia do Sul — serão isentos de taxas e terão acesso a incentivos estatais, mesmo sem atingir esse percentual.
Essa mudança tem implicações diretas no mercado, pois apenas os carros com selo europeu podem ser comprados por governos e empresas públicas, além de acessar subsídios. Como 30% a 40% dos veículos novos na UE são adquiridos por entidades públicas, a medida favorece marcas não chinesas e dificulta a entrada de modelos importados da China ou fabricados na Europa sem conteúdo regional suficiente. A legislação deve entrar em vigor em 2027.
Fatos
- A UE vai considerar carros elétricos do Reino Unido, Japão e Coreia do Sul como 'Made in Europe', apesar da distância geográfica.
- A nova regra faz parte do 'Industrial Accelerator Act', proposta pela Comissão Europeia em 2026 para proteger a indústria verde da concorrência chinesa.
- Para ser 'Made in Europe', um carro deve ter 70% dos componentes produzidos na UE, exceto as baterias.
- Países considerados 'parceiros de confiança' terão acesso a subsídios e compras públicas, mesmo sem cumprir a regra dos 70%.
- A legislação deve entrar em vigor em 2027 e pode beneficiar investimentos como o da Nissan na fábrica britânica do novo Leaf.
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